
Onde moro não tem riquezas. Tudo que quero tenho que correr para conquistar. Nada vem na minha mão de graça. Se for esperar por isso nunca vou ter nada.
Mas onde moro eu sou meu próprio rei, faço o que quero e quando quero. Eu sendo meu próprio rei posso fazer o que me der na telha... Mas tenho que seguir algumas regras de meu reino, senão vira tudo uma desordem, uma baderna. E eu não quero isso em minha vida. Se quisesse isso já teria estragado ela há muito tempo. Preciso de uma rainha. Estou a procura de uma. Ela não precisa ser perfeita (ninguém é perfeito neste mundo nem em lugar nenhum). No meu reino está tudo perfeito, só falta minha rainha. Uma pessoa com quem eu possa contar pra tomar minhas decisões. Que divida cumigo sua vida, seus problemas do cotidiano. Enfim, até um rei precisa de alguém para ser feliz. Nem um rei é feliz não tendo aquela pessoa que pegue no seu pé quando precisa, quando necessita de um abraço. Onde está essa rainha?Não sei. Não a achei até agora. Ainda a procuro. Não perdi as esperanças.
Em meus momentos vagos pego meu bloquinho de papel e escrevo sobre minha vida em meu reino, sobre meu cotidiano sempre rotineiro, sobre meus sentimentos, sobre a vida que levo nesse meu mundo. Não quero que meu mundo seja fechado. Quero que todos participem dele e do que há nele. Na verdade nem minhas mais valiosas riquezas valem mais do que ter a felicidade que há tanto tempo procuro. Que há tanto tempo corro atrás. Se um dia irei achá-la por ai não sei. Essa é uma pergunta que há muito tempo não sai da minha cabeça pensante e geniosa. Eu sou um rei. Eu sou o tal rei entristecido naquele reino que todos se esqueceram. Eu sou o rei. Posso não ter o poder de decidir vidas (e nem quero isso, não decido nem minha própria vida quem dirá a vida dos outros). Muitas vezes chamo meus amigos para bater um papo, mas as idéias não batem. A felicidade que eles procuram não é a mesma que eu venho procurando a muito tempo. A felicidade deles é uma felicidade individual. Onde apenas 5$ ou 10$ já trás a felicidade tanto procurada. A felicidade deles é achava em qualquer beco escuro e escondido. Não procuro essa felicidade e nem quero ela. Pra falar a verdade quero essa felicidade bem longe de mim. Essa não é e nunca foi a felicidade que eu tanto procuro. A felicidade que eu venho procurando há muito tempo não precisa de dinheiro, não tem lugar definido. A felicidade que eu procuro é uma coisa pura que não trás dor nem sofrimento a ninguém. Essa felicidade está escondida. Na verdade ela não se esconde. Ela requer tempo. Tempo? Há muito tempo a procuro e se falar que nunca achei estaria mentindo. Mas era uma felicidade contada. Cronometrada. Era uma felicidade de instantes. Coisa momentânea. Que a qualquer momento podia acabar. Cessar. Não quero essa felicidade. Eu procuro uma felicidade eterna que me faça bem. Bem pelo resto de minha vida. Mas parece que essa felicidade requer mais tempo. Acho que sou muito apressado. Não consigo esperar. Tenho sede de achar logo essa felicidade. Essa sede de correr atrás de felicidade me consome. Deixa-me cansado com vontade de deitar no sofá e tirar um cochilo de pelo menos uns 20 anos. E se eu falar que nunca encontrei essa felicidade estaria mentindo pra mim mesmo. Mas acho que muita das vezes me enganei. Achei que era a felicidade eterna, mas não, era coisa momentânea. Uma felicidade que não alimentou meu ego. Não consumiu todas minhas energias. Não me deixou cansado com vontade de querer mais e mais. Não me consumiu por inteiro. Achei estranho. Falam que ser feliz cansa. Eu não me cansei, na verdade eu nem suei.
Acho que ser feliz é uma coisa tão distante. Que requer mais tempo de mim.
Às vezes me pergunto:
-Será que ainda serei feliz?
Essa é uma pergunta que me consome. Que não sai da minha mente.
Mesmo assim não vou me cansar. Vou correr atrás e um dia vou achá-la. Prometo.

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