terça-feira, 25 de agosto de 2009

Suja a roupa mais lava a alma.


Certo dia depois de um final de semana incessante cai numa rotina de perguntas. Meu quarto era ao mesmo tmepo amigo e confidente. Estava cansado em apenas 5 minutos neste momento de profunda confusão. Olhava de um lado para o outro e nada me dava certeza das coisas. A única certeza que podia ter neste momento era não ter a certeza de nada. É estranho se deparar consigo mesmo frente a um espelho e se ver tão imundo por assim dizer. Quais eram as culpas existentes ali? Uma variação de humor me fez ver que muita coisa precisava ser mudada. O pecado coexistia e permanecia ali naquele estabelecimento. Era uma questão de hábitos mal tomados diante do pouco tempo de rebeldia após a conclusão de meus 18 anos. Quando o pecado se torna mais forte do que o pecador as coisas estão fora de seu lugar. Qual era a porcentagem de pecado existente nestes dois anos? Essa era uma pergunta muito difícil de ser respondida. Talvez fosse mais fácil mudar de hábitos do que eu conseguir explicar qual era a cota de pecado que ficara em meu pranto.

As ruas vazias. Um céu cinzento. O frio que passava dentre minhas blusas. Um pranto fraco e oprimido. As coisas pareciam em perfeita desarmonia. Certamente estavam. As ruas vazias por onde passara guardavam cada pensamento meu. Não sei bem se aquele frio me aquecia ou me mantinha mais longe de minhas confusas e corriqueiras analogias. Andando por ai com minha mente cheia e um tanto quanto cansada de pensar em certas coisas fico a me perguntar "Seria tão fácil se os problemas surgissem e fossem embora na mesma proporção que eles vêm". Mas nem sempre isso ocorre. Estou nesta cômoda e confusa relação de não entender certas atitudes. Nas realidade eu até entendo. Só finjo não saber das coisas pra não desmotivar. Cansado de lutar me deito e tento pelo menos por uns 30 minutos deixar essa situação de lado. É bem neste instante em que meu "eu lírico" entra em ação e começa a fazer tais decisões que era pra eu em sã consciência tomar. mas como bem sabemos a razão por assim dizer é mais viável e certa frente ao sentimento. Tanto seja se for sentimento de culpa ou aquele sentimento homem/mulher. As horas passam e meu "eu lírico" continua no comando.Com meu corpo em repouso ele faz o que bem entender. Assim as coisas toma seu rumo e mais uma vez meu "eu lírico" age como tem que agir.

Os dias se passam e as coisas já não são mais as mesmas... Já nao vejo as pessoas com o memso olhar (falta aquele a mais sabe?). A vida mudou mais ainda continuo reparando no pôr do sol. Dou mais valor aos fins de tarde. O horizonte como sempre amplo e irreverente. Me chama pra sair e eu me tranco no quarto e prefiro ler aquele livro De Kafka que deixei de ler pela falta de tempo ocioso ou quem sabe até uma carta escrita por um ex-namorada. Quem sabe. Os domingos de tédio se tornaram aquilo que não fazia há muito tempo que era sentar-se no sofá com a família e falar das coisas que acotecem nos nossos dias.

A vida continua e já não mais vivo naquela de "sentar-se ao relento e conversar com a solidão". A vida muda, mas tem coisas que não somem... Nunca podemos esquecer de quem somos. Senão perderemos nossa essência. E se perdemos a essência a vida já não tem sentido. E nada mais vale a pena.

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